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O Político Made In Brazil


Foi minha avó que veio com a lição: criança, nunca dê audiência a inimigo. Com isto, altiva, ela me aconselhava a nem ao menos expor de gente desagradável, muito menos de focos que mereciam ser soterrados no esquecimento. E reproduzi o ensinamento sempre que pude, até em meu jornalismo. Ora, seu tempo, leitor, é precioso.


Deveria consumi-lo com o que poderá funcionar para a tua vida ao invés gastá-lo marretando o que não funciona. Hoje, contudo, contrariando essa percepção, resolvi oferecer uma colherzinha pro chá de graviola. Prontamente ouvir expor dele? Visto que não deveria nem dar ouvidos. Dizem que este chá faz maravilhas, isto e mais aquilo.


Todavia, sem dúvida, tua atividade mais propagada seria combater o câncer. E aí, covardia, o estrago que pode fazer de gole em gole é vasto. Foi a nutricionista especializada em plantas medicinais Vanderlí Marchiori, na atualidade presidente da Agregação Paulista de Fitoterapia, que soprou a opinião do conteúdo no momento em que conversamos sobre o hibisco pra esse web site. Ela portanto me perguntou se um dia eu tencionava alertar a respeito do zunzunzum em torno da graviola.


Voltamos a nos dizer, que o tal dia chegou. Todos os anos, no Brasil, surgem mais de 600 1 mil novos casos de câncer. É uma multidão acometida com a doença, que se torna mais e mais comum até em consequência a do envelhecimento da população. E essa gente toda — o que é tremendamente visível — procura qualquer plano para colaborar no tratamento.


Em seus labirintos da preocupação, uma saída acompanhada do adjetivo “natural” ganha um apelo danado por não levar supostamente prejuízos. O chazinho de graviola entra nesse saco. Porém, de inofensivo, não tem nada. Começa por aí: pra alguma coisa funcionar contra uma doença destas, teria de ser um medicamento, digamos, bombado.


Remédio não é fruta madura caindo do pé que, se devorada com exagero ou fora de hora, no máximo provoca uma angústia de barriga no aborrecido. Sempre tem efeitos adversos. É uma questão de pesar custos e benefícios. Remédio à base de plantas ainda é medicamento. Necessita de indicação e muito cuidado.


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  • Os gestores exercem a gestão cercados de controles de traço, tudo bem calculado

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Não vale sorver chazinho esperando a cura de cada coisa como quem beberica água por causa de, se o tal chazinho cura mesmo, é sinal de que você está tomando remédio de guti guti. E no caso do chá de graviola — ah, que engano… — nem ao menos isto. O chá de graviola nem faz cócegas em um tumor. É, imagino, uma decepção… No universo da ciência, acontece, fazer o quê! Contudo aí é que está a confusão dos tempos modernos: tudo é eterno enquanto dura nas redes. Os cientistas sabem que a família da graviola — a Annonaceae, como preferem os botânicos — é lotada de substâncias chamadas acetogeninas. Guarde este nome. Exercem cota deste grupo aquelas frutas com a polpa branquinha e cremosa cerca de várias sementes, guardadas em uma casca verde, durinha, que não obstante se abre sem o pequeno interesse das mãos no momento em que estão maduras.


A fruta-do-conde é uma prima da graviola, como por exemplo. Em matéria das tais acetogeninas, as folhas da gravioleira parecem mesmo imbatíveis. Daí todo o mito do chá feito delas. Que aparentemente ajudaria a afastar o câncer. Provavalmente. Pego o fio desta meada para você entender: nas lâminas dos laboratórios, as acetogeninas da graviola arrasaram, sim, com células de câncer. Atacaram com rapidez impressionante demonstrações malignas de pulmão, de cólon e de glóbulos brancos doentes, típicos da leucemia.


Entretanto tudo ficou por aí. Uma coisa é associar células e candidatos a medicamentos em vidrinhos. Outra é o vamos-ver de perto do corpo. O efeito das folhas da gravioleira não se repetiu nem em ratinhos de laboratório, que seria a fase posterior na trajetória clássica que leva a um novo remédio.


Porém, muito pior, os estudos não foram adiante em razão de surgiu o cheiro da fumaça: as acetogeninas da graviola isoladas em extratos são suspeitas de degenerar células nervosas, levando ao desenvolvimento do mal de Parkinson. É o que os cientistas observam em habitantes das Antilhas francesas, que consomem com frequência este extrato natural.

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